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Aluísio Azevedo sempre

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           A sensação que se tem ao fim da leitura do livro do escritor francês Jean-Yves Mérian sobre Aluísio Azevedo ( Aluísio Azevedo: vida e obra , Editora Espaço e Tempo, 1988, Rio de Janeiro, 660 p)  é a de que não é necessário ler mais nada sobre o autor de O mulato   O e de Casa de pensão.  Mérian parece ter esgotado o tema, depois de consultar todas as fontes existentes sobre a vida do escritor, de sua família e de sua cidade (São Luís do Maranhão), de sua província, do seu país e de sua época, para compor um retrato com pretensões nada modestas, como deixou claro no subtítulo que deu à obra, em sua primeira edição: “O verdadeiro Brasil do século XIX”! Não há dúvida de que, com esse livro (na segunda edição,de 2013, patrocinada pela Fundação Biblioteca Nacional, ele perde o subtítulo pretensioso), Mérian produziu o melhor e mais completo estudo sobre o romancista e sua obra. Mas é certo também que sempre haverá espaço...

O padre Vieira no Maranhão

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Na biografia que deixou inédita e inconclusa do padre Antonio Vieira (1608-1697), João Francisco Lisboa mostra-se escandalizado com a defesa que o jesuíta fez, em cartas e sermões, da escravidão negra, em substituição à escravidão dos indígenas, que queria proibir, mas praticava e aceitava segundo critérios também condenáveis. “Aberrações tão incríveis não podem recomendar o grande orador à estima e admiração da posteridade”, escreveu Lisboa.        Hoje, 322 anos depois de sua morte, Vieira  mantém o prestígio e a fama que, nos últimos três séculos,  granjeou, com toda justiça,  como maior orador sacro da língua portuguesa e uma das vozes mais contundentes, ao lado do espanhol Bartolomeu de las Casas, a erguer-se contra a escravidão do gentio nas colônias da América. Mas, submetido ao juízo severo da história, o “Imperador da Língua Portuguesa” torna-se, nos tempos atuais, uma figura no mínimo contraditória, como previu Lisboa. ...

Josué Montello, um escritor provincial

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  Um dos autores mais importantes da literatura brasileira, o maranhense Josué Montello, 63 anos, tem uma obra dedicada à preservação e defesa da cultura maranhense.   Ele não apenas guarda São Luís nas suas recordações, como procura conduzir a cidade no mundo dos seus conhecimentos históricos. Tanto em seus livros de ensaios quanto em seus romances e artigos de jornais, a capital maranhense está presente como uma moldura do seu universo ficcional. Desde segunda-feira, 20, em São Luís, ele se prepara para o lançamento, ainda este ano, do mais recente   romance do que ele denomina “ciclo maranhense”. A obra Largo Desterrro , como quase todos os seus romances, tem como ambiente São Luís. “É o mais terrível dos meus livros”, avisa. O tema, o do sobrevivente. O personagem principal do livro é um homem de 160 anos, que luta contra o fantasma do seu passado. Ele descobre, a certa altura, que possui mais amigos no cemitério do que nas ruas da cidade. - Esse personag...